Não sei onde ouvi isso, mas não sai da minha cabeça. A ciência adora admitir que está errada, e isso é verdade. As mais famosas teorias geralmente não nasceram prontas, foram refinadas com o tempo.
Ptolomeu por exemplo, que criou o modelo astronômico com a Terra ao centro do sistema solar, tinha cálculos bastante precisos que confirmavam exatamente suas idéias. Aquilo bastava para época, seu modelo durou centenas de anos. Hoje ele provavelmente ficaria emocionado com a capacidade e acurácia que temos pra desmentí-lo completamente.
Esse é a grande característica da ciência: não há verdade absoluta. Se a ciência pudesse falar ela não se cansaria de dizer “Prove-me que estou errada e lhe darei um prêmio”.
Ah, e não esqueça que embora ela adore admitir que está errada, odeia quem tenta enganá-la. Sai pra lá pseudociência!
One Comment
Só o que eu acho perigoso é o conceito de “pseudociência” e os maníacos da inquisição científica.
Muito do que hoje é ciência começou com mera especulação, e de fato enquanto especulação não deve ter muito crédito. Mas sobretudo no ambiente acadêmico, fecha-se com concepções que podem estar beirando tornarem-se arcaicas e não abre-se espaço para que o novo possa ser sequer exposto.
Me dá um certo medo (ainda que eu esteja, enquanto membro do meio acadêmico, do lado dos “cientistas” e não dos “pseudo” rs).
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