A vida foi criada ou surgiu na Terra? Vamos deixar essa pergunta pra depois. E se ela tivesse surgido em outro lugar?
Essa resposta parece estar perto de ser desvendada pelo professor de astronomia e matemática aplicada N. Chandra Wickramasinghe, da Universidade de Cardiff.
A panspermia em si não elimina a necessidade de haver surgimento da vida em algum lugar do universo, embora possa nos trazer respostas para o desenvolvimento dela na Terra.
Segundo Chandra, que estudou as partículas de nuvens interestelares durante anos, a vida provavelmente não surgiu em algum planeta. Essas grandes nuvens interestelares são em sua maioria compostas de hidrogênio, água, monóxido de carbono e pequenas partículas do que os cientistas chamavam de gelo sujo.
Posteriormente as descobertas de Chandra e outros pesquisadores levaram a dúvidas quanto a composição desse gelo, que poderia ser composto de carbono e não água. Diversos estudos em relação ao espectro da luz vinda desses aglomerados interestelares mostravam dados compatíveis com complexas moléculas orgânicas, que poderiam ter dado origem à vida.
Algumas outras evidências, se observadas do ângulo da panspermia, podem confirmá-la. Entre elas está a existência dos seres extremófilos (que sobrevivem em condições extremas de temperatura, ambiente, pressão e falta de oxigênio) que poderiam ser descendentes diretos dessas formas de vida externas que teriam chegado à Terra pela atmosfera.
Se a hipótese de Chandra estiver correta, pode acrescentar dados importantes e cobrir uma série de mistérios ainda não solucionados relacionados à Teoria da Evolução.
O biólogo ganhador do Prêmio Nobel Francis Crick inclusive acreditava que talvez a panspermia tenha sido proposital, iniciada por algum tipo de inteligência de outro planeta, embora não haja nenhuma evidência disso. Talvez se um dia tentarmos terraformar outro planeta, seja necessário semear algum tipo de vida nele, e isso possa ser considerado panspermia.
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